segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Crónicas do meio-termo

    Se há coisa que nunca gostei e me irrita profundamente, são os meios-termos. Ou anda ou não anda, ou bebe ou não bebe, ou é bonito ou não é. Não há cá meio cheio ou meio vazio. Os meios não enchem a alma a ninguém, no máximo iludem. E nenhum de nós quer viver uma ilusão.
   Vocês ficam felizes quando perguntam "Então, está bom, gostaste?" e respondem "Talvez" ou "Mais ou menos". E assim ficamos a pensar "Mas isso é bom ou mau?", "Não foi tão mau quanto poderia ser mas não foi tão bom quanto esperaria". "Então em resumo, foi como?" Foi"nhé".  O meio-termo não faz ninguém feliz!
   Já dizia a Marilyn Monroe "Não me alimento de 'quases', não me contento com a metade! Nunca serei sua meio amiga, ou seu meio amor... é tudo ou é nada. Não existe meio-termo"
   Um dia, vocês vão-me dizer se conhecem alguém que um dia teve um "tudo" e que agora se contenta com um bocado só.

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